{"id":1064,"date":"2016-06-29T11:39:09","date_gmt":"2016-06-29T14:39:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/?p=1064"},"modified":"2016-06-29T11:39:09","modified_gmt":"2016-06-29T14:39:09","slug":"do-campo-a-mesa-a-saude-do-trabalhador-no-processo-de-producao-de-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/do-campo-a-mesa-a-saude-do-trabalhador-no-processo-de-producao-de-alimentos\/","title":{"rendered":"Do campo \u00e0 mesa: a sa\u00fade do trabalhador no processo de produ\u00e7\u00e3o de alimentos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/290616_do-campo-a-mesa.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1065\" src=\"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/290616_do-campo-a-mesa.jpg\" alt=\"290616_do-campo-a-mesa\" width=\"640\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/290616_do-campo-a-mesa.jpg 640w, https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/290616_do-campo-a-mesa-300x180.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><br \/>\n<span style=\"font-size: 12pt; color: #808080;\"><em><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;\">Com uma produ\u00e7\u00e3o de 13,146 milh\u00f5es de toneladas em 2015, segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA), o Brasil \u00e9 o segundo maior produtor da ave no mundo \/ Marcelo Cruz \/ Brasil de Fato<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;\">O Brasil de Fato percorreu a cadeia produtiva de aves para identificar os problemas de sa\u00fade que envolvem trabalhadores<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p>Na mesa da t\u00edpica fam\u00edlia brasileira h\u00e1 p\u00e3o, leite, arroz, feij\u00e3o, legumes e verduras, al\u00e9m de carnes diversas. Apesar de ser considerada uma dieta balanceada, por tr\u00e1s das refei\u00e7\u00f5es mais comuns existe toda uma cadeia produtiva, quase invis\u00edvel quando se olha apenas para o prato. Ao longo desse processo, trabalhadores e especialistas apontam para diversos problemas, que se relacionam tanto com produtores quanto com consumidores.<\/p>\n<p>Para refletir sobre o tema, o Brasil de Fato seguiu o percurso de um dos alimentos mais frequentes nas mesas do pa\u00eds: o frango. Com uma produ\u00e7\u00e3o de 13,146 milh\u00f5es de toneladas em 2015, segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA), o Brasil \u00e9 o segundo maior produtor da ave no mundo. Do total, 4,3 milh\u00f5es de toneladas foram para exporta\u00e7\u00e3o. No consumo interno, a m\u00e9dia foi de 43,25 quilos de carne de frango per capita.<\/p>\n<h4>\u201cIntegra\u00e7\u00e3o\u201d<\/h4>\n<p>Os frangos congelados, t\u00e3o comumente comprados em mercados, antes de chegarem \u00e0 mesa do consumidor final, passam por um longo processo. E tudo se inicia na cria\u00e7\u00e3o dos animais, que \u00e9 voltada para grandes frigor\u00edficos e se d\u00e1 atrav\u00e9s do modelo de integra\u00e7\u00e3o. Nesse sistema, as empresas entram com os filhotes, a ra\u00e7\u00e3o e a assist\u00eancia t\u00e9cnica. Do outro lado, os pequenos produtores garantem a m\u00e3o-de-obra e a constru\u00e7\u00e3o do galp\u00e3o, local onde se desenvolvem os animais.<\/p>\n<p>O modelo, entretanto, \u00e9 alvo de v\u00e1rias cr\u00edticas. \u201cO que \u00e9 mais dif\u00edcil para o produtor \u00e9 a quest\u00e3o da renda. Se investe bastante na organiza\u00e7\u00e3o do galp\u00e3o, no cuidado com os animais e o retorno n\u00e3o \u00e9 suficiente\u201d, afirma Antoninho Jo\u00e3o Muranini, que j\u00e1 trabalhou na cria\u00e7\u00e3o de frangos. Hoje, ele se dedica \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de leite e \u00e9 membro do Sindicato da Agricultura Familiar (Sintraf) de Chapec\u00f3 e Regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Muranini explica que o pre\u00e7o pago pela produ\u00e7\u00e3o \u00e9 determinado pelas grandes empresas: \u201cNesse contrato de parceria, o agricultor passa a ser um empregado sem direitos trabalhistas. Voc\u00ea trabalha dia e noite, de domingo. N\u00e3o tem f\u00e9rias, nada. Tem que obedecer \u00e0s ordens da empresa\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Ele ainda critica o fato de que o modelo acaba criando uma depend\u00eancia do agricultor em rela\u00e7\u00e3o a uma \u00fanica empresa, por serem impedidos por contrato de vender para outras, o que gera pre\u00e7os tabelados e baixos.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Campos Burigo, professor da Escola Polit\u00e9cnica de Sa\u00fade Joaquim Ven\u00e2ncio, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, vai mais longe na cr\u00edtica e afirma que essa \u00e9 uma forma de manter o \u201ctrabalhador preso a esse sistema\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 dram\u00e1tica. \u00c9 o dom\u00ednio total das empresas, um tipo moderno de escravid\u00e3o. Significa 365 dias por ano de trabalho. A empresa define o valor pago pela carne ao agricultor e determina a forma como se deve trabalhar\u201d, aponta o professor.<\/p>\n<p>De acordo com Burigo, esse modelo reflete a maneira como o capital se desenvolve em locais onde historicamente a grande propriedade tem menor peso. \u201cQuando se fala em agroneg\u00f3cio, a gente tende a pensar no latif\u00fandio. Essa \u00e9 apenas uma das express\u00f5es. Ele se expande tamb\u00e9m para a agricultura familiar, capturando a pequena propriedade atrav\u00e9s dos contratos das grandes empresas\u201d, diz.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio desenvolvimento do animal tamb\u00e9m seria afetado: \u201cH\u00e1 metas e prazos na produ\u00e7\u00e3o. Estamos falando em um pinto de 30g se tornar um frango de 2,5kg em 40 dias. Um frango caipira leva mais que o dobro do tempo \u2013 cerca de 90 dias. Como h\u00e1 sele\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para se ter algumas partes mais desenvolvidas, o sistema imunol\u00f3gico do frango se torna fragilizado. Se utiliza, por exemplo, antibi\u00f3tico na \u00e1gua de forma &#8216;preventiva&#8217;, sem o animal estar doente\u201d.<\/p>\n<h4>Agroind\u00fastria<\/h4>\n<p>Quando pronto para o abate, o animal \u00e9 levado \u00e0 ind\u00fastria de processamento. \u00c9 nesse momento que a ave se converte em alimento para o mercado consumidor. Junto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho na agroind\u00fastria tamb\u00e9m s\u00e3o alvo de cr\u00edticas.<\/p>\n<p>O ambiente em frigor\u00edficos \u00e9 frio e \u00famido. Em alguns casos, a temperatura constante chega a 8\u00ba C. Jenir Ponciano de Paula, presidente do Sindicato de Alimenta\u00e7\u00e3o (Sintracarne) de Chapec\u00f3, afirma que, apesar de considerar que o trabalho no setor \u201ctem melhorado\u201d por conta da automatiza\u00e7\u00e3o de alguns processos, o dia-a-dia ainda \u00e9 \u201cpenoso e \u00e1rduo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO ritmo da agroind\u00fastria \u00e9 bem acelerado. Ainda h\u00e1 muitos trabalhadores adoecendo por contra da sua atua\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea\u201d, diz de Paula. Para ele, o que tem melhorado a situa\u00e7\u00e3o foi o surgimento da Norma Regulamentadora (NR) 36, que estipula requisitos para a seguran\u00e7a e sa\u00fade do trabalho no setor.<\/p>\n<p>Roberto Ruiz, m\u00e9dico do trabalho que participou da comiss\u00e3o nacional que elaborou a NR, concorda. \u201cMelhorou, principalmente com as pausas [no trabalho], mas outros fatores, como o controle do frio, tamb\u00e9m contribu\u00edram. Ainda assim, \u00e9 um trabalho penoso\u201d, constata.<\/p>\n<p>Les\u00f5es por esfor\u00e7o repetitivo \u2013 como tendinites e problemas na coluna \u2013 s\u00e3o as principais doen\u00e7as relacionadas \u00e0 ind\u00fastria frigor\u00edfica, segundo Ruiz. \u201cO trabalho \u00e9 pesado por conta da repeti\u00e7\u00e3o. Ainda h\u00e1 muitas situa\u00e7\u00f5es em que \u00e9 necess\u00e1rio carregar peso. Mulheres que passam o dia transportando pacotes de 15, 20 kg. O que falta aprimorar \u00e9 justamente a quest\u00e3o do ritmo. S\u00e3o metas, via de regra, sobre-humanas\u201d, relata.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico afirma que ainda \u00e9 necess\u00e1rio reduzir a jornada de trabalho e contratar mais funcion\u00e1rios na \u00e1rea: \u201cHoje, a maioria j\u00e1 trabalha por 1,5 ou 2 trabalhadores\u201d.<\/p>\n<h4>Implementa\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Em Minas Gerais, estado onde tamb\u00e9m h\u00e1 grande presen\u00e7a de frigor\u00edficos, o Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (Sesi) tem se esfor\u00e7ado para que as empresas adotem as medidas da NR 36. Para isso, a entidade criou o Programa Ind\u00fastria Segura para auxiliar nessa quest\u00e3o. Na iniciativa, o Sesi mineiro criou um software de computador que mapeia as \u00e1reas de uma determinada empresa que est\u00e3o em desacordo com as normas regulamentadoras, entre elas a 36.<\/p>\n<p>\u201cAtrav\u00e9s de um software, identifica-se quais NRs se aplicam em uma determinada empresa e quais requisitos de cada norma s\u00e3o mais aplic\u00e1veis. Dessa verifica\u00e7\u00e3o, n\u00f3s avaliamos a conformidade da empresa com a legisla\u00e7\u00e3o. Para as n\u00e3o conformidades, s\u00e3o gerados planos de a\u00e7\u00e3o para que se tome provid\u00eancias\u201d, explica Alfredo Santana, gerente de Sa\u00fade Empresarial do Sesi-MG, \u00e1rea respons\u00e1vel pelo programa.<\/p>\n<p>\u201cA partir do trabalho do Sesi, a gente pode apresentar propostas de execu\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es, desde as mais simples e rotineiras at\u00e9 as mais complexas. Temos muito trabalho na ind\u00fastria frigor\u00edfica relacionado \u00e0 NR 36. Dentro desse programa, temos muitas quest\u00f5es relativas \u00e0 ergonomia\u201d, complementa.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que o software desenvolvido em Minas Gerais se expanda pelo pa\u00eds. De acordo com Santana, quatro estados tamb\u00e9m adotam o sistema: Maranh\u00e3o, Goi\u00e1s, Roraima e Paran\u00e1.<\/p>\n<h4>Consumidor<\/h4>\n<p>O processo anterior \u00e0 chegada do alimento at\u00e9 a mesa do consumidor \u00e9 determinante para se identificar o qu\u00e3o saud\u00e1veis podem ser os h\u00e1bitos alimentares do brasileiro. Assim, os perigos para a sa\u00fade do trabalhador rural tamb\u00e9m se refletem na sa\u00fade do consumidor. \u201cO milho, a soja, s\u00e3o todos transg\u00eanicos\u201d, lembra o trabalhador rural Antoninho Muranini, o que implica que sua produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m envolveu o uso de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o dos animais \u00e9 fundamental nesta quest\u00e3o: \u201cA falta de autonomia de quem produz leva \u00e0 falta de autonomia de quem consome\u201d, afirma Beatriz Leandro de Carvalho, coordenadora da C\u00e2mara T\u00e9cnica de Sa\u00fade Coletiva, do Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Comer de forma saud\u00e1vel \u00e9 &#8220;ter uma alimenta\u00e7\u00e3o variada, com o m\u00ednimo poss\u00edvel de ultraprocessados, com mais alimentos frescos \u2013 produzidos pr\u00f3ximos de onde a pessoa mora \u2013 e de acordo com o ambiente no qual a pessoa est\u00e1 inserida\u201d, explica Beatriz<\/p>\n<p>O Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, publicado em 2014, indica algumas diretrizes para uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Nele, os ultraprocessados s\u00e3o definidos como os alimentos que, ap\u00f3s processos industriais, perdem praticamente a totalidade de suas caracter\u00edsticas originais \u2013 com alto teor de gordura, a\u00e7\u00facar e aditivos qu\u00edmicos \u2013 como sucos em p\u00f3 e bolachas recheadas.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ser um ultraprocessado, o frango congelado n\u00e3o atende a outros crit\u00e9rios do Guia: ser produzido de forma mais sustent\u00e1vel, natural, pr\u00f3xima do consumidor, com autonomia do produtor. Nesse sentido, Beatriz explica que, por exemplo, o frango congelado tradicional \u00e9 menos ruim que as vers\u00f5es processadas, mas que, ainda assim, \u201csob esse aspecto mais amplo, essa produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o se enquadra no que entendemos por alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Ela afirma que h\u00e1 ind\u00edcios de que a forma como a produ\u00e7\u00e3o alimentar est\u00e1 hoje estruturada implica na maior frequ\u00eancia de doen\u00e7as graves na popula\u00e7\u00e3o, como o c\u00e2ncer, principalmente por conta dos agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Beatriz analisa ainda que \u00e9 necess\u00e1rio se encontrar um novo modelo de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola para o pa\u00eds. \u201cA agroecologia pode produzir alimentos saud\u00e1veis para toda a popula\u00e7\u00e3o, mas, para isso, n\u00f3s precisamos de um processo de transi\u00e7\u00e3o que leve \u00e0 mudan\u00e7a do sistema como um todo\u201d, defende.<br \/>\n<em><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 10pt;\">&gt; Por Rafael Tatemoto &#8211; Jornal Brasil de Fato<\/span><\/em><br \/>\n<em><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 10pt;\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2016\/06\/28\/do-campo-a-mesa-a-saude-do-trabalhador-no-processo-de-producao-de-alimentos\/\" target=\"_blank\">Jornal Brasil de Fato<\/a><\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uma produ\u00e7\u00e3o de 13,146 milh\u00f5es de toneladas em 2015, segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA), o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1065,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[198,168,18,50],"class_list":["post-1064","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-agroindustria","tag-alimento","tag-destaque","tag-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1064"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1064\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1066,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1064\/revisions\/1066"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1065"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}