{"id":1317,"date":"2017-03-03T20:02:22","date_gmt":"2017-03-03T23:02:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/?p=1317"},"modified":"2026-04-10T08:43:48","modified_gmt":"2026-04-10T11:43:48","slug":"neste-8-de-marco-paralisacoes-e-manifestacoes-marcam-forca-internacionalista-das-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/neste-8-de-marco-paralisacoes-e-manifestacoes-marcam-forca-internacionalista-das-mulheres\/","title":{"rendered":"Neste 8 de mar\u00e7o, paralisa\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es marcam for\u00e7a internacionalista das mulheres"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" id=\"__wp-temp-img-id\" title=\"\" src=\"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/030417-dia-da-mulher-mml.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/p>\n<p>O 8 de mar\u00e7o \u00e9 data de luta em defesa dos direitos das mulheres. Neste ano, as mobiliza\u00e7\u00f5es ser\u00e3o um marco e ter\u00e3o car\u00e1ter internacionalista que significar\u00e1 um avan\u00e7o na organiza\u00e7\u00e3o das mulheres contra os mesmos ataques e os mesmos inimigos.<\/p>\n<p>No mundo inteiro, as mulheres t\u00eam sido protagonistas de lutas importantes e necess\u00e1rias para a conquista de direitos e contra o machismo e os ataques do neoliberalismo. De 2016 pra c\u00e1, na Pol\u00f4nia elas estiveram de preto em dia de greve geral pelo direito ao aborto, estiveram na Su\u00e9cia contra o estupro, em pa\u00edses isl\u00e2micos contra a opress\u00e3o e por igualdade, no Brasil, na Argentina \u2013 com uma hora de greve \u2013 e em outros pa\u00edses latino-americanos, protestando contra a viol\u00eancia, o feminic\u00eddio cada vez mais presente e a pol\u00edtica de ajustes fiscais dos governos, na Fran\u00e7a contra a reforma trabalhista, mais recentemente nos Estados Unidos, contra a pol\u00edtica xen\u00f3foba, o perfil racista, lgbtf\u00f3bico e mis\u00f3gino do presidente Donald Trump e tamb\u00e9m seus planos de austeridade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pelo mundo<\/strong><\/p>\n<p>Neste 8M, de acordo com estimativas do movimento \u201cNosotras Paramos\u201d (N\u00f3s Paramos), ser\u00e3o mais de 3 milh\u00f5es de mulheres em luta, nas ruas, em paralisa\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es. Os atos, muitos deles inspirados no chamado por uma greve geral internacional, ocorrer\u00e3o em mais de 30 pa\u00edses.<\/p>\n<p>O chamado foi feito ap\u00f3s as grandes marchas de mulheres contra Trump, que ocorreram nos Estados Unidos no dia 21 de janeiro. Assinado por feministas hist\u00f3ricas como Angela Davis e Nancy Fraser, a carta prop\u00f5e que este dia de luta seja \u201cpara al\u00e9m do \u2018fa\u00e7a acontecer\u2019: por um feminismo dos 99% e uma greve internacional militante em 8 de mar\u00e7o\u201d. As intelectuais e feministas defendem que as pautas reflitam os problemas de 99% das mulheres, \u201ccujas condi\u00e7\u00f5es de vida s\u00f3 podem ser melhoradas atrav\u00e9s de pol\u00edticas que defendam a reprodu\u00e7\u00e3o social, a justi\u00e7a reprodutiva segura e garanta direitos trabalhistas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando falamos dos 99% significa que esse\u00a0feminismo classista deve estar a servi\u00e7o dessas mulheres contra o machismo. Para n\u00f3s, a mobiliza\u00e7\u00e3o deve ter o corte classista e ser tarefa de toda a classe trabalhadora\u201d, complementa\u00a0Marcela Azevedo, da Executiva Nacional do MML (Movimento Mulheres em Luta).<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos Estados Unidos, Austr\u00e1lia, Seul,\u00a0Argentina, Bol\u00edvia, Chile, Peru,\u00a0Uruguai, Paraguai, Guatemala, Porto Rico, Panam\u00e1, Irlanda, R\u00fassia, Portugal, Holanda, Alemanha, B\u00e9lgica, Gr\u00e3-Bretanha, Su\u00e9cia, Espanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia entre outros j\u00e1 confirmaram manifesta\u00e7\u00f5es ou paralisa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por aqui<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, contra os ataques do governo, a viol\u00eancia e as consequ\u00eancias da crise que t\u00eam reca\u00eddo com mais for\u00e7a nos ombros das mulheres, \u00a0a CSP-Conlutas e o MML (Movimento Mulheres em Luta) estar\u00e3o nas ruas. \u201cEste 8 de mar\u00e7o tende a ser um marco na luta das mulheres. Tivemos um chamado internacional de greve contra a viol\u00eancia e os ataques aos nossos direitos,\u00a0desde a Argentina, com o movimento \u2018Ni una a Menos\u2019, \u00e0 marcha das mulheres nos Estados Unidos. Estamos nessa constru\u00e7\u00e3o para fortalecer o protagonismo das mulheres e avan\u00e7ar na unidade dos trabalhadores para a constru\u00e7\u00e3o da greve geral, a fim de barrarmos as reformas da Previd\u00eancia e trabalhista e os ataques aos nossos direitos que o governo Temer vem aplicando\u201d, explica Marcela.<\/p>\n<p>As mulheres ser\u00e3o as mais atacadas com a PEC da Previd\u00eancia. O fim da aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o, o aumento da idade m\u00ednima para as mulheres, de 60 para 65 anos, e o fim da aposentadoria especial para professores (categoria formada majoritariamente por mulheres), s\u00e3o alguns dos exemplos de impactos que a reforma trar\u00e1 \u00e0 vida dessas trabalhadoras. \u201cEstaremos nas ruas exigindo nenhuma a menos, nenhum direito a menos, e pela greve geral, j\u00e1\u201d, completou Marcela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Chamado da RSISL<\/strong><\/p>\n<p>A RSISL (Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas), que agrega mais de 70 organiza\u00e7\u00f5es e entidades sindicais de diversos pa\u00edses, divulgou apoio ao 8 de maio, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia das mulheres no \u201ccombate global por uma sociedade igualit\u00e1ria\u201d. Confira a nota abaixo:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>8 de mar\u00e7o: jornada internacional de lutas pelos direitos das mulheres<\/strong><br \/>\nNo dia 8 de mar\u00e7o, em todas partes do mundo, haver\u00e1 a\u00e7\u00f5es em defesa aos direitos das mulheres, exigindo a igualdade entre mulheres e homens, o direito de cada mulher a dispor livremente de seu corpo, denunciando todas as discrimina\u00e7\u00f5es e viol\u00eancias contra \u00e0s mulheres. O 8 de mar\u00e7o de 2017 ser\u00e1 o momento de manifesta\u00e7\u00f5es em diversos pa\u00edses e tamb\u00e9m de greves de mulheres. A Rede Sindical Internacional de Solidariedade e de Lutas apoia essas a\u00e7\u00f5es que continuam a longa hist\u00f3ria de luta do movimento de mulheres e da classe trabalhadora, simbolizado pelo papel do movimento sindical nessas lutas. Elas se encaixam tanto na luta espec\u00edfica das mulheres como no combate global por uma sociedade igualit\u00e1ria, em ruptura com o sistema capitalista e patriarcal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: 'andale mono', monospace; font-size: 10pt; color: #808080;\">Fonte:\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/2017\/02\/neste-8-de-marco-paralisacoes-e-manifestacoes-marcam-forca-internacionalista-das-mulheres\/\" target=\"_blank\">cspconlutas.org.br<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 8 de mar\u00e7o \u00e9 data de luta em defesa dos direitos das mulheres. 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