{"id":2251,"date":"2019-04-04T23:28:27","date_gmt":"2019-04-05T02:28:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/?p=2251"},"modified":"2024-10-14T10:21:52","modified_gmt":"2024-10-14T13:21:52","slug":"logica-de-usar-torturadores-da-ditadura-no-crime-foi-usada-nas-milicias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/logica-de-usar-torturadores-da-ditadura-no-crime-foi-usada-nas-milicias\/","title":{"rendered":"\u201cL\u00f3gica de usar torturadores da ditadura no crime foi usada nas mil\u00edcias\u201d"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2254\" aria-describedby=\"caption-attachment-2254\" style=\"width: 850px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/040419-torturadores.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2254\" src=\"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/040419-torturadores.jpg\" alt=\"Paulo Malh\u00e3es, torturador da ditadura, e Ronnie Lessa, PM reformado. Ambos foram para o mundo do crime. CNV \/ EFE\" width=\"850\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/040419-torturadores.jpg 850w, https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/040419-torturadores-300x185.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2254\" class=\"wp-caption-text\">Paulo Malh\u00e3es, torturador da ditadura, e Ronnie Lessa, PM reformado. Ambos foram para o mundo do crime. CNV \/ EFE<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"articulo-subtitulo\">Aloy Jupiara, coautor de &#8216;Os por\u00f5es da contraven\u00e7\u00e3o&#8217;, fala sobre o legado de profissionaliza\u00e7\u00e3o do crime deixado pelos anos de chumbo que perdura at\u00e9 hoje<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"articulo__apertura\">\n<div class=\"articulo-apertura \">\n<div id=\"articulo-introduccion\" class=\"articulo-introduccion\">\n<p>O ditado &#8220;a pol\u00edcia tem v\u00e1rios patr\u00f5es&#8221; continua atual no\u00a0Rio de Janeiro. As investiga\u00e7\u00f5es do\u00a0caso Marielle Franco, vereadora do PSOL brutalmente assassinada no dia 14 de mar\u00e7o do ano passado junto com o motorista Anderson Gomes, jogaram luz na vida dupla de Ronnie Lessa,\u00a0acusado de ter apertado o gatilho. Investiga\u00e7\u00f5es apontam que ele ainda estava na corpora\u00e7\u00e3o quando passou a fazer bico de seguran\u00e7a do bicheiro Rogerio Andrade. At\u00e9 que, em 2009, sofreu um atentado a bomba e teve de se aposentar por invalidez por perder uma perna. No ano seguinte, outra explos\u00e3o matou o filho do bicheiro, Diogo Andrade, minando a credibilidade junto ao contraventor. Fora da PM e deixado de lado pelo bicheiro, Lessa mergulhou de vez no mundo do crime. Com passagem pelo Ex\u00e9rcito, pela Pol\u00edcia Militar, pelo BOPE e pela Pol\u00edcia Civil \u2014 onde atuou como adido \u2014, Lessa havia adquirido experi\u00eancia e informa\u00e7\u00e3o suficientes para colocar \u00e0 venda para milicianos e contraventores aquilo que mais sabia fazer: matar.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<p>Trajet\u00f3ria similar tiveram outros v\u00e1rios agentes p\u00fablicos da ditadura militar brasileira (1964-1985). Como o capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito A\u00edlton Guimar\u00e3es Jorge, o coronel do Ex\u00e9rcito Paulo Malh\u00e3es, o policial civil Luiz Cl\u00e1udio de Azeredo Vianna ou o delegado Mauro Fernando de Magalh\u00e3es, alguns dos personagens do livro\u00a0<a href=\"http:\/\/www.record.com.br\/livro_sinopse.asp?id_livro=29005\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Os por\u00f5es da contraven\u00e7\u00e3o<\/em>(Record, 2015)<\/a>, dos jornalistas Aloy Jupiara e Chico Otavio. Todos eles foram escalados pelo regime militar nos anos de chumbo \u2014 sobretudo ap\u00f3s o Ato Institucional n\u00famero 5 (AI-5), de 1968 \u2014 e treinados para perseguir, torturar e matar opositores de esquerda. Com o in\u00edcio da abertura pol\u00edtica e o desmonte do aparelho repressor da ditadura a partir da segunda metade dos anos 1970, come\u00e7aram a cair no ostracismo, abandonados pelo regime.<\/p>\n<p>O livro narra ent\u00e3o, com detalhes, como essas pessoas colocaram toda a experi\u00eancia adquirida na intelig\u00eancia e como torturadores e matadores dos por\u00f5es do regime \u00e0 servi\u00e7o dos grandes bicheiros do Rio \u2014 com quem j\u00e1 mantinham rela\u00e7\u00f5es corruptas, em maior ou menor grau, mesmo trabalhando para o Estado. &#8220;Essas pessoas se sentem sem abrigo, sem apoio dentro do Ex\u00e9rcito. Haviam deixado seus espa\u00e7os de poder e queriam um espa\u00e7o de poder novo\u201d, explica Jupiara. A obra tamb\u00e9m mostra como tamb\u00e9m foi nessa \u00e9poca que o crime organizado serviu aos interesses da ditadura militar e contou com sua toler\u00e2ncia, e at\u00e9 coniv\u00eancia, para se expandir e se organizar no Rio.<\/p>\n<p>Os momentos hist\u00f3ricos nos quais est\u00e3o inseridos esses personagens da ditadura e um matador como Ronnie Lessa n\u00e3o s\u00f3 est\u00e3o interligados como se repetem. &#8220;Essa l\u00f3gica de pegar repressores e torturadores para utilizar essa expertise do terror dentro crime organizado foi a mesma l\u00f3gica que originou e criou as mil\u00edcias. E que mant\u00e9m uma ponte com o bicho tamb\u00e9m&#8221;, explica Jupiara. Para a professora Jaqueline Muniz, cientista pol\u00edtica e antrop\u00f3loga da Universidade Federal Fluminense (UFF), a autonomia que o Estado d\u00e1 a repressores est\u00e1 diretamente relacionada com sua posterior migra\u00e7\u00e3o para o mundo do crime. &#8220;O indiv\u00edduo se acostuma a ter um grau de autonomia, de liberdade para agir nas sombras. Ent\u00e3o, eles n\u00e3o v\u00e3o ficar sem trabalhar, eles t\u00eam uma mercadoria valiosa para vender. Ganham total liberdade e s\u00e3o verdadeiros arquivos vivos dessas pr\u00e1ticas ilegais para resolver quest\u00f5es pol\u00edticas&#8221;.<\/p>\n<p>Na ditadura, o exemplo do capit\u00e3o Guimar\u00e3es \u00e9 emblem\u00e1tico. Treinado na Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito, na Vila Militar do Rio, o livro narra seu envolvimento em diversos pequenos casos de contrabando mesmo quando ainda estava \u00e0 servi\u00e7o da ditadura, em meados dos anos 1970. Seu envolvimento aumenta conforme a ditadura vai dispensando seus servi\u00e7os. Em determinado momento, come\u00e7a a controlar pontos do jogo do bicho e passa, ele mesmo, a ser um dos grandes chefes \u2014 at\u00e9 hoje. A disciplina e treinamento aprendidos nos quart\u00e9is s\u00e3o essenciais para a organiza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio ilegal, que na \u00e9poca passava por uma grande reorganiza\u00e7\u00e3o e profissionaliza\u00e7\u00e3o. Se at\u00e9 ent\u00e3o estava espalhado pela cidades atrav\u00e9s de pequenos territ\u00f3rios de jogo com uma lideran\u00e7a fragmentada, passa a ficar concentrado nas m\u00e3os de um poucos chefes que passam a controlar imensos territ\u00f3rios. &#8220;Aqueles bicheiros que estavam refazendo a estrutura de comando do bicho j\u00e1 tinham algum tipo de liga\u00e7\u00e3o com o regime ou com integrantes do regime na repress\u00e3o&#8221;, conta Jupiara.<\/p>\n<p>Guimar\u00e3es chegou a ser condecorado por seus servi\u00e7os \u00e0 ditadura. Depois, foi deixado de lado. Assim como Ronnie Lessa, abandonado pela corpora\u00e7\u00e3o ap\u00f3s perder a perna, em 2009. Mas ele n\u00e3o \u00e9 um caso isolado dos dias atuais. Se no final dos anos 60 o inimigo eram os militantes de esquerda, motivo pelo qual o regime militar montou seu aparato repressivo, a partir dos anos 90 o inimigo p\u00fablico se torna os traficantes de drogas armados nas favelas. Uma nova justificativa para o Estado se rearmar e colocar na rua sua estrutura repressiva que contava com agentes policiais como Lessa, que chegou a ser condecorado.<\/p>\n<p>Assim como ele, outros policiais militares e civis que acumularam experi\u00eancia tanto na repress\u00e3o e como no setor de intelig\u00eancia acabaram no mundo do crime. \u00c9 o caso de Adriano Magalh\u00e3es da N\u00f3brega, miliciano ligado ao Escrit\u00f3rio do Crime, de Rio das Pedras, e que hoje est\u00e1 foragido. Quando estava na cadeia, chegou a ser condecorado pelo ent\u00e3o deputado estadual Fl\u00e1vio Bolsonaro,\u00a0que tamb\u00e9m empregou dois de seus parentes em seu gabinete. &#8220;Esses indiv\u00edduos ainda eram tratados com medalhas e honrarias, uma maneira de disfar\u00e7ar as pr\u00e1ticas ilegais, heterodoxas e clientelistas que eles faziam para seus diversos patr\u00f5es&#8221;, explica Muniz.<\/p>\n<p>A lista continua. Nela tamb\u00e9m est\u00e1 o ex-policial Marcos Falcon, que presidiu a Portela, chegou a ser preso sob a suspeita de pertencer a uma mil\u00edcia e acabou assassinado em 2016 dentro de seu gabinete quando concorria a vereador, um crime que n\u00e3o foi desvendado. Tamb\u00e9m est\u00e1 o miliciano Orlando Curicica, policial militar que trabalhou na Divis\u00e3o Anti-Sequestro (DAS) da Pol\u00edcia Civil e hoje est\u00e1 preso \u2014 chegou a ser apontado como um dos autores do assassinato de Marielle. Ou o sargento da PM Geraldo Ant\u00f4nio Pereira, que tamb\u00e9m foi cedido para a DAS, migrou para o crime e acabou executado em 2016.<\/p>\n<p>O soci\u00f3logo Jos\u00e9 Cl\u00e1udio Souza Alves, que estuda as mil\u00edcias do Rio de Janeiro h\u00e1 26 anos\u00a0e \u00e9 autor do livro\u00a0<em>Dos Bar\u00f5es ao exterm\u00ednio: a hist\u00f3ria da viol\u00eancia na Baixada Fluminense,<\/em>\u00a0tamb\u00e9m acredita que os milicianos s\u00e3o uma continua\u00e7\u00e3o natural dos grupos exterm\u00ednio que, apesar de sempre existirem, ganharam for\u00e7a na ditadura. Com o final do regime, esses grupos d\u00e3o um passo atr\u00e1s ao mesmo tempo em que passam a se unir a lideran\u00e7as civis locais para disputar o poder pol\u00edtico. Ao contr\u00e1rio do tr\u00e1fico de drogas, esses paramilitares atuam dentro do Estado. &#8220;Se a mil\u00edcia \u00e9 o pr\u00f3prio Estado, ent\u00e3o eles investigam, controlam as informa\u00e7\u00f5es, operam o Judici\u00e1rio, v\u00e3o apagar pistas e ocultar informa\u00e7\u00f5es de quem n\u00e3o querem&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Atualmente, num Rio controlado por um crime organizado que est\u00e1 infiltrado na pol\u00edtica institucional, as fronteiras entre milicianos, chefes do jogo do bicho e traficantes de droga s\u00e3o cada vez mais porosas. H\u00e1 disputa de territ\u00f3rio, resolvida com persegui\u00e7\u00e3o e morte. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m parceria e pontos de interse\u00e7\u00e3o entre um e outro. \u201cHoje existem m\u00e1quinas de ca\u00e7a-n\u00edquel espalhadas no fundo de bares que est\u00e3o em \u00e1reas controladas pelo tr\u00e1fico tamb\u00e9m. Como n\u00e3o imaginar que n\u00e3o h\u00e1 um pacto de conviv\u00eancia entre eles?&#8221;, questiona Jupiara. Em outras palavras, o Rio n\u00e3o \u00e9 uma \u201ccidade partida\u201d, express\u00e3o cunhada pelo jornalista Zuenir Ventura, mas sim \u201cretalhada por grupos que criam barreiras ou canais de di\u00e1logo entre si\u201d, acrescenta o autor. A investiga\u00e7\u00e3o do caso Marielle, opina, pode ser a oportunidade de colocar um fim nessa met\u00e1stase.<\/p>\n<h3>Como o regime militar tolera expans\u00e3o do crime<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">A liga\u00e7\u00e3o da ditadura com o crime organizado era tamb\u00e9m pol\u00edtica. Al\u00e9m dos agentes da repress\u00e3o que atuavam no mundo do crime, Alves, que tamb\u00e9m colaborou com o livro, conta que a ditadura chegou a se valer da estrutura do jogo do bicho para se infiltrar em zonas perif\u00e9ricas, como a pr\u00f3pria Baixada Fluminense, para se livrar da oposi\u00e7\u00e3o de esquerda. Em determinado momento, explica, &#8220;a ditadura diz que n\u00e3o vai acabar com o jogo do bicho sob a condi\u00e7\u00e3o de que fossem os olheiros do regime&#8221;. Para facilitar o trabalho, o primeiro presidente militar, Humberto Castelo Branco, edita um decreto permitindo que as C\u00e2maras dos Vereadores derrubassem sumariamente os prefeitos acusados de corrup\u00e7\u00e3o ou improbidade. Isso fez, por exemplo, com que Nova Igua\u00e7u, um grande bols\u00e3o populacional essencial para o regime, tivesse oito prefeitos em oito anos, conta Alves.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;O terceiro passo vai ser o controle que a ditadura almejava, que s\u00e3o esquadr\u00f5es da morte. S\u00f3 que, como a mil\u00edcia nos dias de hoje, aquele aparato s\u00f3 tem poder porque ele tem duas faces, a legal e ilegal\u201d, explica o professor. \u00c9 por dentro do Estado que o agente p\u00fablico de seguran\u00e7a. \u201cO sujeito que opera na ponta do sistema de justi\u00e7a, que investiga, reprime, autua&#8221;, completa o soci\u00f3logo. A face ilegal, por outro lado, vai se dar atrav\u00e9s de uma expans\u00e3o desse estado autorit\u00e1rio, que &#8220;d\u00e1 um poder absoluto e totalit\u00e1rio para esses agentes, que acabam ficando acima da dimens\u00e3o legal e v\u00e3o atuar na franja do Estado, indo para uma dimens\u00e3o incontrol\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>Foi nesse contexto de controle pol\u00edtico e social de zonas perif\u00e9ricas que ascende um dos maiores bicheiros do Rio, An\u00edsio Abra\u00e3o David. Seu grupo pol\u00edtico controla at\u00e9 hoje o munic\u00edpio de Nil\u00f3polis, na zona metropolitana do Rio, e a escola de samba Beija-Flor. &#8220;Parentes de An\u00edsio se relacionavam com pessoas do regime militar para denunciar a posi\u00e7\u00e3o, tomar o poder pol\u00edtico local e garantir que n\u00e3o vai haver espa\u00e7o para opositores naquele momento&#8221;, conta Jupiara. Personagens ligados a fam\u00edlia se filiaram a Arena, partido que dava sustenta\u00e7\u00e3o a ditadura, para disputar tamb\u00e9m politicamente aqueles territ\u00f3rios. Um exemplo \u00e9 o de Sim\u00e3o Sessim, deputado federal at\u00e9 a ultima legislatura e representante da fam\u00edlia. &#8220;O exemplo maior dessa rela\u00e7\u00e3o s\u00e3o os tr\u00eas enredos que a Beija-Flor vai fazer de louva\u00e7\u00e3o ao regime militar nos anos de 73, 74 e 75&#8221;, explica Jupiara. O autor do livro argumenta que a escola de samba entra como &#8220;um espa\u00e7o de legitima\u00e7\u00e3o popular dessas pessoas e fam\u00edlias&#8221;, que tinham &#8220;um poder baseado na for\u00e7a, na arma e na morte, mas tambem precisavam do apoio das pessoas de onde eles dominavam&#8221;.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m por causa desse alinhamento que os chefes do bicho passam a ter contatos mais flu\u00eddos com muitos integrantes das for\u00e7as repressivas dos por\u00f5es da ditadura. Um dos empregados de An\u00edsio, chefe supremo da Beija-Flor e de Nil\u00f3polis, foi o coronel do Ex\u00e9rcito Paulo Malh\u00e3es. Torturador da ditadura, atuou no Centro de Intelig\u00eancia do Ex\u00e9rcito (CIE) e na Casa da Morte, centro de tortura clandestino em Petr\u00f3polis, regi\u00e3o serrana do Rio. Ao entrar para a reserva, em 1985, se juntou de vez ao bicheiro. Em 2014, revelou em uma entrevista ao jornal\u00a0<em>O Dia<\/em>\u00a0seu envolvimento com a morte e desaparecimento do ent\u00e3o deputado federal Rubens Paiva. Acabou morto dias dentro de sua casa por dois homens, gerando a suspeita de queima de arquivo, algo que n\u00e3o foi confirmado.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aloy Jupiara, coautor de &#8216;Os por\u00f5es da contraven\u00e7\u00e3o&#8217;, fala sobre o legado de profissionaliza\u00e7\u00e3o do crime deixado pelos anos de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2254,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-2251","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2251"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2251\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3652,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2251\/revisions\/3652"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}