{"id":2577,"date":"2019-08-07T10:54:26","date_gmt":"2019-08-07T13:54:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/?p=2577"},"modified":"2019-08-08T10:54:50","modified_gmt":"2019-08-08T13:54:50","slug":"poroes-da-ditadura-a-trama-que-levou-fernando-santa-cruz-a-morte-pela-repressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/poroes-da-ditadura-a-trama-que-levou-fernando-santa-cruz-a-morte-pela-repressao\/","title":{"rendered":"Por\u00f5es da Ditadura: A trama que levou Fernando Santa Cruz \u00e0 morte pela repress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2579\" aria-describedby=\"caption-attachment-2579\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/070819-poroes-da-ditadura.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2579\" src=\"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/070819-poroes-da-ditadura.jpg\" alt=\"Foram necess\u00e1rios mais 22 anos, para que os depoimentos de Gilberto Prata se consolidassem em documentos, produzidos pela pr\u00f3pria ditadura (Cr\u00e9dito: Arquivo de fam\u00edlia)\" width=\"800\" height=\"477\" srcset=\"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/070819-poroes-da-ditadura.jpg 800w, https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/070819-poroes-da-ditadura-300x179.jpg 300w, https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/070819-poroes-da-ditadura-247x146.jpg 247w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2579\" class=\"wp-caption-text\">Foram necess\u00e1rios mais 22 anos, para que os depoimentos de Gilberto Prata se consolidassem em documentos, produzidos pela pr\u00f3pria ditadura (Cr\u00e9dito: Arquivo de fam\u00edlia)<\/figcaption><\/figure>\n<h3 class=\"subtitle col-xs-12\">O fio da meada: o cunhado do \u201cZ\u00e9\u201d, infiltrado na APML a servi\u00e7o da repress\u00e3o<\/h3>\n<p>Quando saiu do apartamento do irm\u00e3o Marcelo, no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, em 23 de fevereiro de 1974, o militante da A\u00e7\u00e3o Popular Marxista-Leninista (APML), Fernando Santa Cruz de Oliveira deixou um aviso premonit\u00f3rio: se n\u00e3o voltasse at\u00e9 18h, com certeza teria sido preso. Eram 16h de um s\u00e1bado de Carnaval, e tr\u00eas dias antes, ele tinha completado 26 anos. Trabalhava no Departamento de \u00c1guas e Energia El\u00e9trica, em S\u00e3o Paulo, onde vivia com a mulher, Ana L\u00facia Valen\u00e7a de Santa Cruz. Casaram em janeiro de 1970 e tiveram um filho, Felipe Santa Cruz de Oliveira, que estava com um ano e dez meses.<\/p>\n<p>Fernando sabia o que dizia porque, mesmo vivendo \u201cna superf\u00edcie\u201d (trabalhava numa empresa p\u00fablica, tinha endere\u00e7o fixo, era casado, tinha filho), estava saindo para encontrar outro militante da organiza\u00e7\u00e3o que estava na clandestinidade e era procurado pelos \u00f3rg\u00e3os da repress\u00e3o, o tamb\u00e9m pernambucano Eduardo Collier Filho, de 25.<\/p>\n<p>Era a estrat\u00e9gia usada pela gera\u00e7\u00e3o que ousou enfrentar a ditadura. Ap\u00f3s alguma pris\u00e3o pelos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o, seguida de condena\u00e7\u00e3o em tribunais militares, muitos resolveram n\u00e3o encarar voltar \u00e0 cadeia e passaram a lutar de forma clandestina.<\/p>\n<p>Em 1972, Collier tinha sido julgado \u00e0 revelia pela 1\u00aa Auditoria da Aeron\u00e1utica, em S\u00e3o Paulo, por \u201ctratar-se de pessoa integrada a uma organiza\u00e7\u00e3o clandestina, nos temos da Lei de Seguran\u00e7a Nacional\u201d. Teria que passar dois anos na cadeia. Preferiu resistir trocando nome e identidade. Collier usava a identidade falsa de Jo\u00e3o Cruz Soares, e os codinomes \u201cUlisses\u201d, \u201cDuda\u201d e \u201cAnjo Barroco\u201d. Eduardo era procurado pelos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o. Fernando, n\u00e3o.<\/p>\n<p>O caso de Santa Cruz era diferente. Ao ser preso em 1966, numa passeata estudantil contra o acordo MEC-USAID, no Recife, ainda n\u00e3o tinha 18 anos, ent\u00e3o ficou detido apenas uma semana no Juizado de Menores. N\u00e3o tinha sido fichado.<\/p>\n<p>Naquele dia, o assunto que restava aos dois militantes, deveria ser o \u00fanico poss\u00edvel naquele momento \u2013 sobreviver a uma sucessiva e misteriosa s\u00e9rie de \u201cquedas\u201d e assassinatos do comando da APML, em diferentes estados, desde outubro do ano anterior.<\/p>\n<p>O catarinense Paulo Stuart Wright, fora pego em 5 de outubro de 1973, em S\u00e3o Paulo. O paraibano Umberto C\u00e2mara Neto \u201ccaiu\u201d, tr\u00eas dias depois, no Rio de Janeiro. Dia 19, foi preso o mineiro Jos\u00e9 Carlos Novaes da Matta Machado, o \u201cZ\u00e9\u201d, quando tentava sair de S\u00e3o Paulo para chegar a Belo Horizonte, onde a fam\u00edlia organizava um plano para tir\u00e1-lo do Brasil. O tamb\u00e9m mineiro Gildo Macedo Lacerda estava em Salvador, em 22 de outubro, quando a repress\u00e3o o alcan\u00e7ou.<\/p>\n<p>O recado para a fam\u00edlia parecia uma certeza. Menos de duas horas depois, foram seq\u00fcestrados por agentes do Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-CODI). Nunca mais foram encontrados.<\/p>\n<p>Todos os seis integrantes da organiza\u00e7\u00e3o, presos num intervalo de 168 dias, foram assassinados. Apenas um militante da APML n\u00e3o se tornou um desaparecido: o mineiro \u201cZ\u00e9\u201d, gra\u00e7as \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da advogada pernambucana M\u00e9rcia Albuquerque, que localizou sua cova e corpo, num cemit\u00e9rio do Recife, logo ap\u00f3s seu assassinato, conseguiu fazer a exuma\u00e7\u00e3o e enviar seus restos mortais para a fam\u00edlia, em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Depois das mortes, da luta das fam\u00edlias pelos corpos e pela verdade, a ditadura estabeleceu um sil\u00eancio absoluto sobre os desaparecidos. O corpo de \u201cZ\u00e9\u201d, o \u00fanico devolvido aos familiares, seguiu do Recife para Belo Horizonte, com uma condi\u00e7\u00e3o \u2013 o caix\u00e3o n\u00e3o poderia ser aberto.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/070819-poroes-da-ditadura-2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2580\" src=\"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/070819-poroes-da-ditadura-2.jpg\" alt=\"070819-poroes-da-ditadura-2\" width=\"720\" height=\"491\" srcset=\"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/070819-poroes-da-ditadura-2.jpg 720w, https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/070819-poroes-da-ditadura-2-300x205.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><\/p>\n<h2><strong>O fio da meada: o cunhado do \u201cZ\u00e9\u201d, infiltrado na APML a servi\u00e7o da repress\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Em agosto de 1984, o ex-militante da AP Gilberto Prata Soares procurou sua irm\u00e3, Maria Madalena Prata Soares, ex-companheira do Z\u00e9. Ambos viviam na Para\u00edba. Atormentado pelas sombras do passado e acossado pelo \u00e1lcool, disse que tinha \u201cuma hist\u00f3ria\u201d para contar.<br \/>\n\u201cFui eu quem entregou o Z\u00e9\u201d, confessou. Era uma hist\u00f3ria tenebrosa e envolvia muita gente dos dois lados.<\/p>\n<p>Disse que tinha sido preso em fevereiro de 1973 por agentes do DOPS de Goi\u00e2nia, onde morava. Queriam saber onde estava o Z\u00e9, que naquele momento estava fora do radar da repress\u00e3o. Estava fazendo milit\u00e2ncia no Nordeste, vivendo na periferia de Fortaleza, com sua companheira, Madalena, e o filho, Eduardo. Filho do eminente jurista e ex-deputado federal de Minas Gerais, Edgard de God\u00f3i da Mata Machado, era \u00a0uma das principais lideran\u00e7as da APML.<\/p>\n<p>Gilberto, que tinha sido da AP e estava fora das atividades da organiza\u00e7\u00e3o, aceitou trabalhar para a repress\u00e3o. Segundo ele, temia pela seguran\u00e7a f\u00edsica de sua mulher, e das irm\u00e3s Marta e Madalena. Concordou em entregar o cunhado, desde que as duas fossem poupadas. Na linguagem do per\u00edodo, ao concordar trabalhar para os militares, tornou-se um \u201ccachorro\u201d.<\/p>\n<p>Ele gravou um depoimento para a irm\u00e3, relatando o submundo da repress\u00e3o. Dizia-se impressionado com a estrutura de opera\u00e7\u00f5es montadas pelos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o. N\u00e3o faltavam recursos e tecnologia para aparelhar escutas e sistemas de monitoramento, com o envolvimento de muitos homens, \u00f3rg\u00e3os, estrat\u00e9gias.<\/p>\n<p>Incorporado \u00e0s a\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia, Gilberto come\u00e7ou a ser orientado e coordenado, agindo sob r\u00edgido controle. Levou alguns meses, at\u00e9 que se aproximou da c\u00fapula da APML. Disse aos companheiros que tinha apanhado muito, e que era melhor voltar \u00e0 luta. Foi aceito sem ressalvas.<\/p>\n<p>Come\u00e7ava a ca\u00e7ada. Encontrar Gilberto Prata representava, neste momento, cair nas garras da repress\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 medida que algu\u00e9m entrasse em contato comigo eles tinham condi\u00e7\u00f5es de segui-los e de encontr\u00e1-los. Um processo prolongado, demorado\u201d, contou Gilberto.<\/p>\n<p>\u201cExistia um controle terr\u00edvel\u201d, prosseguiu. Os caras tinham dinheiro para poder fazer um controle enorme em volta, um controle tipo de escolher o endere\u00e7o onde voc\u00ea vai ficar, e voc\u00ea sair de um lugar e acompanhar\u201d.<\/p>\n<p>Naquele momento, ele admitia que ainda tinha documenta\u00e7\u00e3o falsa, fornecida pelos pr\u00f3prios \u00f3rg\u00e3os da repress\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 mesmo me forneceram uma carteira, com nome falso, que eu tenho at\u00e9 hoje ainda, eu possuo ela tirada da PF em Bras\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>Gilberto assumiu o papel de \u201cdelator itinerante\u201d e recebeu uma miss\u00e3o tr\u00e1gica para a APML \u2013 viajar, faz contatos. Ningu\u00e9m da APML desconfiava.<\/p>\n<p>O relato sobre os \u00faltimos dias a organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 brutal.<\/p>\n<p>\u201cRecife caiu em 17 de outubro, Salvador em 18 de outubro, o Z\u00e9 em 19 de outubro\u2026 E eu sa\u00ed de Recife e fui pra Bahia, e da Bahia fui para o Rio e do Rio de Janeiro para S\u00e3o Paulo, e caiu qualquer coisa no Rio nesse per\u00edodo\u201d.<\/p>\n<p>A grava\u00e7\u00e3o, naquele momento, causou um forte impacto nas poucas pessoas que as escutaram. As duas fitas K-7 ficaram guardadas, at\u00e9 porque o Brasil ainda estava nas m\u00e3os dos militares.<\/p>\n<p>Somente em 1992, com o Brasil respirando ares democr\u00e1ticos, Gilberto tornou p\u00fablica sua infiltra\u00e7\u00e3o na APML. Em novembro, na Comiss\u00e3o Externa dos Desaparecidos Pol\u00edticos da C\u00e2mara dos Deputados, usou a velha g\u00edria da repress\u00e3o para definir o que aconteceu, entre setembro de 1973 e fevereiro de 1974.<\/p>\n<p>\u201cNo per\u00edodo, quem era da AP e entrou em contato com Jos\u00e9 Carlos, Gildo, Madalena e comigo, dan\u00e7ou\u201d.<\/p>\n<p>Foram necess\u00e1rios mais 22 anos, para que os depoimentos de Gilberto Prata se consolidassem em documentos, produzidos pela pr\u00f3pria ditadura.<\/p>\n<p>Em 23 de julho de 2014, foram entregues \u00e0 Comiss\u00e3o Estadual da Mem\u00f3ria e Verdade Dom H\u00e9lder C\u00e2mara, de Pernambuco, documentos in\u00e9ditos da \u201cOpera\u00e7\u00e3o Cacau\u201d, promovida por agentes do regime militar na Bahia, em articula\u00e7\u00e3o com a\u00e7\u00f5es desenvolvidas em S\u00e3o Paulo e Pernambuco, com o objetivo de desmontar a APML, atrav\u00e9s de seq\u00fcestros, pris\u00f5es, transfer\u00eancias clandestinas de prisioneiros e assassinatos.<\/p>\n<p>\u00c9 um calhama\u00e7o de 84 p\u00e1ginas, produzidas pelos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o, com fotos, relatos, depoimentos. Amanh\u00e3, outra mat\u00e9ria ir\u00e1 detalhar todo essa documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>* Por\u00a0<strong>Samarone Lima<\/strong>, 46 anos, jornalista e escritor. Nascido no Crato (CE), mora no Recife desde 1987, com breve estadia em S\u00e3o Paulo (1994 a 2000). Sua escola de jornalismo foi a reda\u00e7\u00e3o do glorioso &#8220;Di\u00e1rio Popular&#8221;, na editoria de Pol\u00edcia. J\u00e1 publicou alguns livros, mas gosta mesmo \u00e9 de poesia. S\u00f3 em 2012 teve coragem de publicar &#8220;A pra\u00e7a azul &amp; Tempo de vidro&#8221;, repetindo a dose em 2013, com &#8220;O aqu\u00e1rio desenterrado&#8221;. Dizem que \u00e9 um taurino turr\u00e3o, o que pode ser bom para quem acredita na teimosia do jornalismo.<br \/>\n<\/em><\/span><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Fonte: <a href=\"https:\/\/dialogosdosul.operamundi.uol.com.br\/direitos-humanos\/59769\/poroes-da-ditadura-a-trama-que-levou-fernando-santa-cruz-a-morte-pela-repressao?_ga=2.245691908.1674742157.1565026428-1793029269.1562931883\" target=\"_blank\">OperaMundi<\/a><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fio da meada: o cunhado do \u201cZ\u00e9\u201d, infiltrado na APML a servi\u00e7o da repress\u00e3o Quando saiu do apartamento do<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2579,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-2577","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2577"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2577\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2581,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2577\/revisions\/2581"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2579"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}