{"id":3188,"date":"2020-10-17T10:44:00","date_gmt":"2020-10-17T13:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/?p=3188"},"modified":"2020-10-18T10:58:56","modified_gmt":"2020-10-18T13:58:56","slug":"eu-nao-matei-meu-marido-porque-quis-era-ele-ou-eu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/eu-nao-matei-meu-marido-porque-quis-era-ele-ou-eu\/","title":{"rendered":"\u201cEu n\u00e3o matei meu marido porque quis. Era ele ou eu\u201d"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"a_st font_primary color_gray_dark \">Para evitar tornar-se mais uma estat\u00edstica de feminic\u00eddio no Brasil, mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia mataram seus algozes em leg\u00edtima defesa. Livro re\u00fane algumas dessas hist\u00f3rias<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00darsula Francisco define o marido como um homem bom. Apaixonado por m\u00fasica, como ela, foi ele quem realizou seu sonho de ter um piano em casa. Tamb\u00e9m construiu uma piscina onde brincava \u00e0 noite com o filho, depois de chegar do quartel da Pol\u00edcia Militar em Nova Igua\u00e7u (RJ), onde trabalhava. \u201cO Ronaldo tocava trombone e Trocava trombone e bombardino, fic\u00e1vamos o dia todo tocando instrumentos em casa\u201d, conta ela em entrevista ao EL PA\u00cdS. Os primeiros 10 anos do casamento transcorreram em relativa paz, apesar dos ci\u00fames de Ronaldo. Mas quando \u00darsula engravidou, o homem bom deu lugar a outro cada vez mais agressivo. Um simples copo fora do lugar era motivo para briga. E a\u00ed\u00a0come\u00e7aram os gritos e surras, uma rotina de viol\u00eancia\u00a0que se arrastou por mais uma d\u00e9cada at\u00e9, que, para n\u00e3o entrar nas estat\u00edsticas de\u00a0feminic\u00eddio, \u00darsula se defendeu e matou o marido com um tiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A cada quatro minutos no Brasil uma mulher \u201ccai no banheiro\u201d, \u201ctrope\u00e7a na escada\u201d ou \u201cescorrega no tapete da sala\u201d. E a cada duas horas, uma delas n\u00e3o sobrevive para inventar a pr\u00f3xima desculpa para os hematomas no rosto e no corpo. Os n\u00fameros do Atlas da Viol\u00eancia de 2020 e do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica de 2019 evidenciam o alcance da\u00a0epidemia da viol\u00eancia machista no Brasil. N\u00e3o h\u00e1 dados oficiais, no entanto, sobre as v\u00edtimas que, como \u00darsula, reagiram em leg\u00edtima defesa para livrar-se de seus algozes. A hist\u00f3ria dela e de outras cinco mulheres \u00e9 contada no livro\u00a0<em>Elas em leg\u00edtima defesa\u00a0<\/em>(Darkside Books)<em>,\u00a0<\/em>da jornalista Sara Stopazzolli, que tamb\u00e9m fez um document\u00e1rio sobre o tema em 2017. Durante quatro anos, ela acompanhou 50 casos ocorridos nos \u00faltimos 15 anos no Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo e reuniu relatos de dor, viol\u00eancia, horror, ang\u00fastia e culpa.<\/p>\n\n\n\n<p>De olhos expressivos e amplo sorriso, que aparece diversas vezes enquanto conta sua hist\u00f3ria, \u00darsula, de 50 anos, insiste que o marido tinha seus momentos bons. \u201cS\u00f3 que, quando era contrariado, ele virava outra pessoa. Se ele se aborrecesse no quartel, por exemplo, j\u00e1 chegava em casa atacado\u201d, lembra. Ela diz que Ronaldo desejava mais um filho do que ela, mas, quando Ronan, o \u00fanico rebento do casal, nasceu,\u00a0a viol\u00eancia tamb\u00e9m foi direcionada a ele. \u201cAos tr\u00eas anos, meu filho j\u00e1 sofria agress\u00f5es junto comigo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/x33Pa6evdFiuvMMaJArS9zYd9Eg=\/1500x0\/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com\/prisa\/5L6IZQORRRFQ5GLWZK4N5FDXMM.jpg\" alt=\"Foto de casamento de \u00darsula com Ronaldo Francisco.\"\/><figcaption>Foto de casamento de \u00darsula com Ronaldo Francisco.REPRODU\u00c7\u00c3O \/<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sargento da PM, Ronaldo tinha duas armas de fogo em casa. Mais de uma vez, ele as usou para amea\u00e7ar a mulher, chegando a colocar o cano de uma delas na boca de \u00darsula. Quando soube da\u00a0Lei Maria da Penha, Ronaldo fez quest\u00e3o de dizer \u00e0 mulher: \u201cVoc\u00ea sabe que essa lei a\u00ed n\u00e3o serve para mim, n\u00e3o \u00e9? Se eu quiser, eu te dou um tiro, te amarro num saco e te jogo num rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u201cdia do fato\u201d, como ela chama o ocorrido, a discuss\u00e3o come\u00e7ou porque o casal estava ao piano e \u00darsula mudou a harmonia de uma can\u00e7\u00e3o. Ele, ent\u00e3o,\u00a0disse que ia matar o filho e ela\u00a0e que depois se suicidaria. Nesse dia, ela n\u00e3o teve d\u00favidas de que a amea\u00e7a era real. \u201cEu sabia que ia sair algum caix\u00e3o daquela casa, s\u00f3 n\u00e3o sabia qual\u201d. Era ter\u00e7a-feira de Carnaval. Ela s\u00f3 lembra de dar algum dinheiro ao filho, na \u00e9poca com nove anos, para que ele fosse a uma\u00a0<em>lan house\u00a0<\/em>na rua, e de correr para tentar se esconder em algum c\u00f4modo da casa. O marido a perseguiu at\u00e9 o quarto, onde guardava uma das armas, mas \u00darsula a alcan\u00e7ou antes dele. \u201cEu n\u00e3o queria matar o meu marido. Era ele ou eu\u201d, diz, com firmeza, mas com algumas l\u00e1grimas acumulando-se nos olhos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe n\u00e3o fosse a atitude que minha m\u00e3e tomou, n\u00f3s dois n\u00e3o estar\u00edamos aqui hoje\u201d, afirma Ronan, hoje com 22 anos e pai de um menino de quatro anos. Depois do ocorrido, ele e a m\u00e3e fugiram e, em um ano, mudaram de casa por sete vezes, com medo de que outros policiais os perseguissem e buscassem vingan\u00e7a. \u201cNa \u00e9poca, fui orientada at\u00e9 por um delegado de Nova Igua\u00e7u a ficar escondida onde eu estava. \u2018Por seu marido ser um policial, voc\u00ea j\u00e1 sabe, n\u00e9? Eles podem fazer alguma maldade com voc\u00ea\u2019, ele me disse\u201d, conta \u00darsula, que j\u00e1 n\u00e3o tem medo. Seis anos depois do \u201cfato\u201d, ela foi sumariamente absolvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, ela vive com o filho, a nora e o neto na mesma casa onde tudo aconteceu. Ela evitou, durante anos, sequer passar na rua onde fica o im\u00f3vel, mas diz j\u00e1 n\u00e3o sentir nada, apesar de carregar muitos traumas. \u00c0s vezes, ainda sonha com Ronaldo. \u201cNo primeiro sonho, ele aparecia pedindo perd\u00e3o por tudo o que fez comigo. Acordei chorando, porque foi muito real&#8221;, lembra. Ela conta que demorou muito para se abrir novamente para o amor \u2014em suas palavras, precisava livrar-se dos \u201cfantasmas\u201d\u2014 mas encontrou o atual namorado em 2017. \u201cEu jamais me relacionaria com um homem que sequer falasse alto. Ele \u00e9 uma pessoa tranquila, sabe da minha hist\u00f3ria e me ajuda muito psicologicamente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da absolvi\u00e7\u00e3o, \u00darsula formou-se em Servi\u00e7o Social e agora acaba de matricular-se no curso de Direito. Sua meta de vida \u00e9 ajudar mulheres que passaram pelo mesmo que ela e que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00e3o de pagar um advogado para defender-se. \u201cPorque eu n\u00e3o acordei e decidi simplesmente matar meu marido, sabe? Eu n\u00e3o queria que ele morresse. Pelo contr\u00e1rio, queria que ele estivesse aqui hoje, vendo o filho como um homem, conhecendo meu neto, que \u00e9 uma gracinha\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/6rLUxjVd5G9AXiQYyv2_S_sMJzA=\/1500x0\/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com\/prisa\/YDOJWMWQRVC7JJHEVXNWEW5CY4.jpeg\" alt=\"\u00darsula no dia de sua formatura em Servi\u00e7o Social, em 2017.\"\/><figcaption>\u00darsula no dia de sua formatura em Servi\u00e7o Social, em 2017.ARQUIVO PESSOAL \/<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Leg\u00edtima defesa<\/h3>\n\n\n\n<p>De acordo com o Artigo 25 do C\u00f3digo Penal, \u201centende-se por leg\u00edtima defesa quem, usando moderadamente dos meios necess\u00e1rios, repele injusta agress\u00e3o, atual ou iminente, o direito seu ou de outrem\u201d. Foi o que fez Daiane Cristina, aos 17 anos, ao tomar do ex-namorado uma faca de p\u00e3o com que ele a amea\u00e7ava e crav\u00e1-la em seu peito. \u201cQuando vi, pegou no cora\u00e7\u00e3o dele. Era para ter sido comigo, porque foi ele quem pegou a faca para me matar, e n\u00e3o eu que peguei a faca para matar ele\u201d, relata. A trag\u00e9dia amargou aquele Natal, em que ela e a filha do casal, ent\u00e3o com quatros anos, haviam sa\u00eddo para buscar os presentes que um vereador da Baixada Fluminense distribu\u00eda para as crian\u00e7as. Ao v\u00ea-la na fila, o ex \u2014eles haviam terminado por conta do seu v\u00edcio em drogas\u2014 come\u00e7ou a gritar, xingando-a de \u201cpiranha\u201d \u00e0 vista de todos. Depois, seguiu-a at\u00e9 em casa, onde pretendia agredi-la.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu j\u00e1 havia me afastado dele justamente porque\u00a0ele vivia amea\u00e7ando matar a mim e a minha filha\u201d, conta Daiane, hoje estudante de Direito, que pretende ser defensora p\u00fablica. Assim como \u00darsula, ela quer, atrav\u00e9s do seu trabalho, ajudar mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Daiane espera tirar 10 no trabalho de conclus\u00e3o de curso da gradua\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 sobre leg\u00edtima defesa, precisamente a tese jur\u00eddica que livrou-a da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os casos de \u00darsula e Daiane s\u00e3o, de certa forma, uma exce\u00e7\u00e3o, como explica a autora do livro, Sara Stopazzolli. \u201cA maioria das mulheres age depois de ser violentada, ent\u00e3o seus casos n\u00e3o se encaixam na leg\u00edtima defesa mediante viol\u00eancia atual ou iminente. Como a maioria das mulheres n\u00e3o t\u00eam for\u00e7a equipar\u00e1vel a dos homens, s\u00e3o rar\u00edssimos os casos de luta corporal, por exemplo\u201d. Na sua pesquisa, Sara registrou apenas um caso como esse: Doralice (nome fict\u00edcio), descrita como uma mulher \u201ccorpulenta e robusta\u201d, entrou em luta corporal com o marido b\u00eabado que a agredia violentamente, conseguiu desvencilhar-se dele e o enforcou com o cord\u00e3o de sua roupa de capoeirista.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro problema \u00e9 que a maioria das mulheres que assassinam seus algozes\u00a0nunca tinha feito antes nenhuma den\u00fancia por viol\u00eancia\u00a0ou maus tratos. \u201cEnt\u00e3o, elas acabam indiciadas, inicialmente, por homic\u00eddio triplamente qualificado. Parte delas \u00e9 presa preventivamente e outras respondem em liberdade\u201d, explica Sara. Ela ressalta que em apenas 10% dos casos encontrados em sua pesquisa as mulheres foram absolvidas sumariamente (como \u00darsula), sem necessidade de ir a j\u00fari popular. Geralmente, isso acontece quando h\u00e1 testemunhas oculares do assassinato ou das agress\u00f5es a que a mulher era submetida. \u201cUm desses casos, o que mais me emocionou, foi o da sogra que testemunhou a favor da nora que matou o filho dela\u201d, diz Sara, que, muitas vezes, sentiu-se como \u201cuma invasora da dor alheia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Se bem o apoio dos filhos \u00e9 un\u00e2nime, o mesmo n\u00e3o acontece entre os demais familiares dessas mulheres. O caso ao qual Sara se refere \u00e9 o de Em\u00edlia (nome fict\u00edcio), cujo marido, policial militar, a\u00a0agredia rotineiramente e a estuprava\u00a0enquanto a obrigava a assistir v\u00eddeos em que ele pr\u00f3prio aparecia tendo rela\u00e7\u00f5es sexuais com outras mulheres. Em 2011, quando j\u00e1 estavam separados, o homem invadiu a casa em que ela morava, come\u00e7ou a soc\u00e1-la e estupr\u00e1-la. At\u00e9 que ela alcan\u00e7ou a pistola autom\u00e1tica .40 que ele carregava e puxou o gatilho. \u201cNa hora que peguei o rev\u00f3lver, deu um branco total. Foi um instinto de sobreviv\u00eancia. Se voc\u00ea pegar um animal e ficar batendo nele, uma hora ele vai te atacar\u201d, relata ela no livro. Ela j\u00e1 havia tentado denunciar o homem, mas foi desencorajada pelos pr\u00f3prios agentes de seguran\u00e7a, pelo fato de o ex-companheiro ser policial.<\/p>\n\n\n\n<p>O testemunho de Marisa (nome tamb\u00e9m fict\u00edcio), sogra de Em\u00edlia, foi fundamental para sua absolvi\u00e7\u00e3o. Ela acompanhou, durante anos, as agress\u00f5es que o filho cometia contra a nora e at\u00e9 hoje pede desculpas pelo que o filho lhe fez. No dia do enterro dele, Marisa ficou ao lado de Em\u00edlia na delegacia at\u00e9 que ela fosse liberada. \u201cEu vou abrir m\u00e3o da minha dor de m\u00e3e, mas n\u00e3o vou te deixar aqui sozinha\u201d, disse ela, deixando os policiais presentes em estado de choque.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua pesquisa, Sara Stopazzolli descobriu que a depend\u00eancia afetiva do companheiro (e at\u00e9 da fam\u00edlia dele) \u00e9 mais comum do que a depend\u00eancia financeira, contrariando o senso comum. Dos seis casos registrados no seu livro, apenas duas mulheres dependiam do dinheiro dos homens. O livro tamb\u00e9m apresenta dados sobre o panorama da\u00a0viol\u00eancia de g\u00eanero\u00a0no pa\u00eds: 27,4% das brasileiras (16 milh\u00f5es de mulheres) com mais de 16 anos sofreram algum tipo de viol\u00eancia nos \u00faltimos 12 meses, de acordo com o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. A cada minuto, tr\u00eas delas sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento. Em 2018, 4.519 foram v\u00edtimas de homic\u00eddio, 30% delas em suas pr\u00f3prias casas. S\u00e3o n\u00fameros que mostram que, no Brasil, as mulheres vivem em estado permanente de leg\u00edtima defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2020-10-14\/eu-nao-matei-meu-marido-porque-quis-era-ele-ou-eu.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">El Pa\u00eds<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para evitar tornar-se mais uma estat\u00edstica de feminic\u00eddio no Brasil, mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia mataram seus algozes em leg\u00edtima defesa.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3190,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-3188","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3188"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3191,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3188\/revisions\/3191"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3190"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}