{"id":443,"date":"2015-02-20T01:59:52","date_gmt":"2015-02-20T03:59:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/?p=443"},"modified":"2026-04-10T08:39:31","modified_gmt":"2026-04-10T11:39:31","slug":"marica-a-cidade-do-passe-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/marica-a-cidade-do-passe-livre\/","title":{"rendered":"Maric\u00e1, a cidade do passe livre"},"content":{"rendered":"<h3>O munic\u00edpio de Maric\u00e1, no Rio de Janeiro, enfrenta empres\u00e1rios de transportes e implanta \u00f4nibus com tarifa zero<\/h3>\n<p>A catraca, s\u00edmbolo maior da cobran\u00e7a de tarifa no transporte p\u00fablico brasileiro, continua l\u00e1 para registrar o n\u00famero de passageiros. Mas a cadeira do cobrador agora est\u00e1 vazia. Ningu\u00e9m precisa pagar mais. \u00c9 assim desde 18 de dezembro do ano passado em Maric\u00e1, munic\u00edpio fluminense na Regi\u00e3o dos Lagos. H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, a prefeitura local fundou a Empresa P\u00fablica de Transportes (EPT) e instituiu o passe livre para todos. O objetivo, o prefeito Washington Quaqu\u00e1 (PT-RJ) admite, \u00e9 \u201cquebrar o monop\u00f3lio\u201d das empresas que det\u00eam o servi\u00e7o h\u00e1 pelo menos 25 anos na cidade.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/200215-marica-passe-livre.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-medium wp-image-444 alignleft\" src=\"http:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/200215-marica-passe-livre-300x200.jpg\" alt=\"200215-marica-passe-livre\" width=\"300\" height=\"200\" hspace=\"10px\" vspace=\"5px\" srcset=\"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/200215-marica-passe-livre-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/200215-marica-passe-livre.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Primeiro munic\u00edpio brasileiro com mais de 100 mil habitantes a oferecer \u00f4nibus gratuito, Maric\u00e1 \u00e9 palco de uma verdadeira queda de bra\u00e7o entre o poder p\u00fablico e os empres\u00e1rios de transporte. Isso porque a implanta\u00e7\u00e3o da tarifa zero se deu ao mesmo tempo em que as duas empresas privadas de transportes da cidade continuam tendo concess\u00e3o para operar com cobran\u00e7a de passagem. Por isso, desde o fim do ano passado, os usu\u00e1rios t\u00eam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o tanto os \u00f4nibus que cobram tarifa, com valor m\u00ednimo de 2,70 reais, quanto os gratuitos, da Prefeitura de Maric\u00e1, sendo que ambos fazem trajetos semelhantes.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s estamos quebrando um monop\u00f3lio de uma fam\u00edlia sobre um setor econ\u00f4mico da cidade\u201d, afirma o prefeito ao citar a maior empresa da regi\u00e3o, a Via\u00e7\u00e3o Nossa Senhora do Amparo, que h\u00e1 mais de 40 anos controla tanto o transporte municipal como o intermunicipal. A outra empresa \u00e9 a Costa Leste que, apesar de menor, j\u00e1 possui concess\u00e3o h\u00e1 25 anos. Quaqu\u00e1 n\u00e3o esconde que a sua briga \u00e9 mesmo com a Via\u00e7\u00e3o Amparo. \u201cEles eram os donos da cidade. Quando eu sa\u00ed de uma favela de Niter\u00f3i com nove anos de idade e vim morar aqui, eles eram os coron\u00e9is. Mandavam, desmandavam, matavam, s\u00f3 n\u00e3o faziam viver\u201d, acusa o petista. \u201cEles financiaram meus advers\u00e1rios. Ent\u00e3o, a primeira vez que um prefeito rompeu com o monop\u00f3lio deles foi quando ganhei a elei\u00e7\u00e3o. (\u2026) J\u00e1 era para eles\u201d, diz sem hesitar.<\/p>\n<p>No cargo desde 2008, Quaqu\u00e1 \u00e9 um dos fundadores do PT na cidade e o atual presidente estadual do partido no Rio de Janeiro. Conhecido por ser de uma corrente mais \u00e0 esquerda, Quaqu\u00e1 fez parte da sua campanha eleitoral focando na disputa com os empres\u00e1rios do transporte. \u201cMaric\u00e1 \u00e9 bonita demais para ser controlada por uma empresa de \u00f4nibus\u201d, dizia o slogan pol\u00edtico. \u201cEssa Constitui\u00e7\u00e3o estabelece que transporte \u00e9 servi\u00e7o p\u00fablico que pode, pode [repete] ser concedido. A l\u00f3gica de Maric\u00e1 \u00e9 a seguinte: o servi\u00e7o ser\u00e1 p\u00fablico e gratuito\u201d, garante.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s conquistar a reelei\u00e7\u00e3o, Quaqu\u00e1 colocou a proposta em pr\u00e1tica. Impossibilitado de romper os contratos de concess\u00e3o com as duas empresas de transporte da cidade, j\u00e1 que ambos foram renovados em 2005, com dura\u00e7\u00e3o at\u00e9 2020, o prefeito come\u00e7ou os estudos para criar uma empresa com tarifa popular. O objetivo era iniciar a opera\u00e7\u00e3o com passagem em torno dedois reais para, progressivamente, reduzir at\u00e9 a tarifa zero. Mas a ideia esbarrou em entraves jur\u00eddicos. A solu\u00e7\u00e3o foi fundar uma autarquia municipal e implantar a tarifa zero desde o in\u00edcio.<\/p>\n<p>Depois da cria\u00e7\u00e3o da autarquia, a prefeitura investiu aproximadamente 5 milh\u00f5es de reais, comprou dez \u00f4nibus e contratou 29 motoristas por meio de concurso p\u00fablico, em car\u00e1ter tempor\u00e1rio, por 12 meses. No total, a EPT j\u00e1 tem 90 funcion\u00e1rios, que trabalham exclusivamente para o funcionamento das quatro linhas de \u00f4nibus. Os ve\u00edculos atendem do bairro Recanto \u00e0 Ponta Negra, nas extremidades do munic\u00edpio, 24 horas por dia e nos finais de semana. Todos os ve\u00edculos comprados pela cidade t\u00eam ar condicionado e elevador para deficientes f\u00edsicos nas portas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s vamos comprar mais 20 \u00f4nibus, provavelmente \u00f4nibus el\u00e9tricos, sem emiss\u00e3o de carbono, que funcione a energia solar\u201d, explica Quaqu\u00e1. Os recursos para manter todo esse sistema s\u00e3o provenientes da verba que o munic\u00edpio tem direito em fun\u00e7\u00e3o dos royalties do petr\u00f3leo. No ano passado, por exemplo, Maric\u00e1 recebeu repasses que totalizaram 220 milh\u00f5es de reais, segundo o Portal da Transpar\u00eancia da cidade.<\/p>\n<p>Em um m\u00eas de funcionamento, com os dez \u00f4nibus, a opera\u00e7\u00e3o custou aproximadamente 700 mil reais, mas a ideia \u00e9 que o gasto suba para 1,5 milh\u00e3o de reais por m\u00eas, quando a empresa tiver capacidade de concorrer com as empresas privadas. Isso porque o objetivo \u00e9 que Maric\u00e1 tenha autonomia para garantir o transporte dos moradores independentemente de concess\u00e3o.<\/p>\n<p>O plano de Quaqu\u00e1 provocou uma rea\u00e7\u00e3o imediata dos empres\u00e1rios. Menos de dez dias depois de os \u00f4nibus come\u00e7arem a circular pelas ruas de Maric\u00e1, as empresas deram entrada em uma liminar na 5\u00aa Vara Civil da Comarca de S\u00e3o Gon\u00e7alo para impedir o funcionamento da Empresa P\u00fablica de Transportes (EPT). O pedido n\u00e3o foi aceito pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.diariodocentrodomundo.com.br\/marica-a-cidade-do-passe-livre\/image-3348\/\" rel=\"attachment wp-att-98633\"><img decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-98633\" src=\"http:\/\/www.diariodocentrodomundo.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/image27-600x400.jpg\" alt=\"Em guerra declarada, Maric\u00e1 usa \u00f4nibus gratuito (vermelho) contra empresas de \u00f4nibus, que cobram 2,70 reais de tarifa \" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os empres\u00e1rios reclamam pois a prefeitura n\u00e3o paga o subs\u00eddio previsto em contrato desde que Quaqu\u00e1 assumiu o cargo, h\u00e1 sete anos. Pelo documento, as empresas Costa Leste e Via\u00e7\u00e3o Amparou devem receber da Prefeitura de Maric\u00e1 o valor da passagem de cada usu\u00e1rio com direito \u00e0 gratuidade (estimado em 120 mil pela Costa Leste), como idosos e estudantes de escola p\u00fablica. \u201cN\u00e3o pago nada\u201d, diz o petista. \u201cEsses dias eu vi que eles est\u00e3o cobrando na Justi\u00e7a 13 milh\u00f5es de reais. Voc\u00ea imagina: com esse dinheiro eu garanto dois anos de empresa gratuita para todos. Eles est\u00e3o acostumados com poder p\u00fablico que n\u00e3o controla, n\u00e3o fiscaliza. Agora n\u00f3s temos a planilha e estamos abrindo a planilha\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da guerra judicial, o prefeito ainda aprovou no ano passado uma lei que mudava o nome da rodovi\u00e1ria da cidade. At\u00e9 ent\u00e3o, o local era conhecido como Terminal Rodovi\u00e1rio Jacintho Luiz Caetano, em refer\u00eancia justamente ao nome do fundador da Via\u00e7\u00e3o Amparo. Quaqu\u00e1 renomeou o local para \u201cTerminal Rodovi\u00e1rio do Povo de Maric\u00e1\u201d. O busto de Caetano que ficava na entrada do terminal ainda foi removido e devolvido para a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>CartaCapital acompanhou por dois dias o funcionamento e a circula\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus gratuitos da cidade. Apesar de ter anunciado \u00f4nibus de 20 em 20 minutos, os dez ve\u00edculos da Prefeitura de Maric\u00e1 que est\u00e3o em circula\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o conseguem cumprir a mesma pontualidade das empresas privadas, todos os dias. Quando alguns motoristas est\u00e3o de folga, o tempo de espera pode levar de 40 minutos a uma hora.<\/p>\n<p>\u201cGratuito \u00e9 bom para o povo, n\u00e9. Acho que tinha que ter mais [\u00f4nibus]. Por um lado \u00e9 gratuito, mas, por outro, a gente tem que ficar esperando meia hora, 40 minutos\u201d, alerta o seguran\u00e7a Diego Silva, de 27 anos.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o, segundo o presidente da EPT, Luiz Carlos dos Santos, \u00e9 o tamanho da cidade. Apesar de ter aproximadamente 127 mil habitantes, Maric\u00e1 tem uma extens\u00e3o de 363 quil\u00f4metros quadrados. O munic\u00edpio \u00e9 maior, por exemplo, do que cidades como Guarulhos, na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, com uma popula\u00e7\u00e3o de mais de 1,2 milh\u00e3o de pessoas. E o dobro do tamanho da vizinha Niter\u00f3i (RJ), que tem quase 500 mil habitantes. Por conta disso, os \u00f4nibus gastam aproximadamente 1h30 para fazer todo o percurso e voltar para a rodovi\u00e1ria da cidade. Segundo Santos, a tend\u00eancia \u00e9 que a circula\u00e7\u00e3o se normalize com a chegada dos novos \u00f4nibus.<\/p>\n<p>Mas, mesmo com a demora em alguns dias da semana, os usu\u00e1rios fazem fila para esperar o \u201cVermelhinho\u201d, como j\u00e1 ficou conhecido o \u00f4nibus gratuito em fun\u00e7\u00e3o de sua cor (os \u00f4nibus da Costa Leste e da Via\u00e7\u00e3o Amparo s\u00e3o pintados em tons de azul). Na \u00faltima ter\u00e7a-feira 27, por exemplo, a reportagem contou 27 pessoas \u00e0 espera de uma linha sentido Ponta Negra, a \u00e1rea tur\u00edstica da cidade, e outras 21 pessoas na fila para embarcar para o bairro de Itaipua\u00e7u, por volta das 15h, na rodovi\u00e1ria. No mesmo hor\u00e1rio, o \u00f4nibus da Costa Leste que faz trajeto parecido e cobra 2,70 reais aguardava vazio o embarque de passageiros. A Costa Leste admitiu que a medida vem tendo \u201cgrande impacto\u201d no n\u00famero de usu\u00e1rios do sistema, mas n\u00e3o deu mais informa\u00e7\u00f5es. A Via\u00e7\u00e3o Amparo n\u00e3o retornou os pedidos de entrevista da reportagem.<\/p>\n<p>Enquanto usu\u00e1rios fazem fila para usar o \u00f4nibus gratuito (vermelho), ve\u00edculo da empresa Costa Leste (azul) aguarda por passageiros na rodovi\u00e1ria (Foto: Renan Truffi)<br \/>\n\u201cPara a gente foi muito \u00fatil, as passagens aqui em Maric\u00e1 s\u00e3o muito caras. Para um trecho curtinho, voc\u00ea j\u00e1 paga tr\u00eas reais para ir e tr\u00eas reais para voltar. Por exemplo, um casal e duas crian\u00e7as, voc\u00ea j\u00e1 vai pagar um pre\u00e7o absurdo. Tem fam\u00edlia aqui que n\u00e3o conseguia ir \u00e0 praia porque n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de pagar um \u00f4nibus. Com esse dinheiro j\u00e1 d\u00e1 para comprar um p\u00e3o, ou um leite para as crian\u00e7as\u201d, conta a dona de casa Marilza Marques, de 63 anos, durante uma das viagens.<\/p>\n<p>Desde que come\u00e7ou a operar, em pouco mais de um m\u00eas, os \u00f4nibus gratuitos j\u00e1 transportaram mais de 200 mil passageiros. A Prefeitura de Maric\u00e1 estima que j\u00e1 esteja atendendo 70% da popula\u00e7\u00e3o. A gratuidade fez at\u00e9 com que moradores de cidades vizinhas pudessem come\u00e7ar a frequentar as praias de Maric\u00e1. \u201cOnde a gente mora \u00e9 supertranquilo. Agora come\u00e7ou a vir um povo de S\u00e3o Gon\u00e7alo para as praias. Eles n\u00e3o consomem nada. O pessoal do quiosque reclama tamb\u00e9m\u201d, critica uma professora que n\u00e3o quis se identificar, enquanto espera o \u00f4nibus gratuito.<\/p>\n<p>A Prefeitura espera ainda que o dinheiro, antes aplicado na passagem, comece a ser injetado no com\u00e9rcio da regi\u00e3o. Como o \u00f4nibus funciona tamb\u00e9m de madrugada, as lojas pr\u00f3ximas \u00e0 rodovi\u00e1ria passaram a estender o hor\u00e1rio de atendimento. \u201c\u00c9 um retorno que a prefeitura vem dando para o povo. O povo n\u00e3o ganha nunca nada. Agora tem ar condicionado, servi\u00e7o de qualidade\u201d, conta o empres\u00e1rio Luiz Carlos Souza. \u201cEu estou economizando esse dinheiro para fazer um sacol\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.diariodocentrodomundo.com.br\/marica-a-cidade-do-passe-livre\/\" target=\"_blank\"><span style=\"font-family: georgia, palatino; font-size: 10pt;\">Fonte:\u00a0diariodocentrodomundo.com.br<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O munic\u00edpio de Maric\u00e1, no Rio de Janeiro, enfrenta empres\u00e1rios de transportes e implanta \u00f4nibus com tarifa zero A catraca,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":444,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[55,54,56],"class_list":["post-443","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-onibus-de-graca","tag-passe-livre","tag-transporte-coletivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/443","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=443"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/443\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":445,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/443\/revisions\/445"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.secpf.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}